Superliga Cimed 2018-2019
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Magoo: De olho na Supelriga Cimed e nas seleções de base


Publicado em: 20/02/2019 15:24
Magoo no comando da seleção sub-19 (Créditos: Divulgação/CBV)

Fabiano Ribeiro, o Magoo, teve dois grandes desafios em 2018. Matou os dois no peito e obteve grandes resultados. No primeiro, levou o Vôlei UM Itapetininga (SP) a grande final da Superliga B, garantindo, assim, a vaga na Superliga Cimed 2018/2019, a elite do voleibol brasileiro. Depois, conduziu a seleção brasileira sub-19 masculina ao título do Campeonato Sul-Americano, colocando o Brasil de volta ao topo e assegurando a classificação para no mundial da categoria, que acontece este ano na Tunísia, em 2019.

Na Superliga Cimed, o treinador está na sétima posição na tabela com o time de Itapetininga. Buscando seguir entre os que se classificam para a próxima fase da competição, Magoo está animado. Para conhecer um pouco mais sobre o trabalho do técnico neste período inicial com os jovens talentos, conversamos com ele sobre seleção, preparação para o mundial e também sobre o Vôlei UM Itapetininga.

Como foi o convite para assumir a seleção sub-19 masculina do Brasil e o que passou pela sua cabeça na hora?

Acredito que havia a intenção de fazer mudanças na base do Brasil, em 2017, quando fui chamado. Quando recebi a ligação fiquei muito surpreso, era algo que eu não esperava. Há uns anos quando trabalhava mais com a base eu tinha essa expectativa. Tomei um susto, mas aceitei o desafio. É um convite que não se pode negar.

Em seu primeiro ano com a equipe sub-19, você conseguiu uma conquista importante, recolocou o Brasil no topo da categoria na América do Sul, depois de seis anos. Como foi esta estreia?

Uma coisa eu posso dizer: não foi nada fácil. Tive muitas dificuldades no início, e contei com uma ajuda valiosa dos outros membros da comissão técnica. O Kadilac (Luiz Carlos da Silva) foi uma peça fundamental neste processo. Eu cheguei e tudo era novidade. Cheguei com algumas ideias, e aprendi outras novas. Também tivemos sorte de termos uma geração muito boa. Os garotos se dedicaram muito e mostraram maturidade durante o período de treinamentos e na competição.

A vitória no Sul-Americano também garantiu classificação no mundial sub-19, que acontece na Tunísia este ano. O que esperar para a temporada com a seleção em 2019?

Ainda estou muito focado na disputa da Superliga Cimed, mas ao mesmo tempo já atento a temporada de seleções. Vejo trabalhos interessantes sendo realizados na Alemanha, na Bélgica, na Itália, na Rússia e no Irã. Eu digo que o Sul-Americano foi minha “festa de debutantes”, e o mundial será a “crisma”. Conto com o apoio da minha comissão técnica para o trabalho continuar no rumo certo. O Kadilac é uma peça importante nisso, ele tem mais vivência neste ambiente de seleções, na forma como trabalhar. Ainda estou digerindo essa nova realidade, mas sabemos que, para a temporada que está por vir, precisaremos de uma preparação ainda mais forte do que a de 2018.

E qual paralelo você faz com o trabalho realizado na Superliga, a frente do Vôlei UM Itapetininga, e o da seleção masculina sub-19?

Tudo que fazemos é montado em parceria com uma comissão técnica de confiança, todos temos o mesmo propósito. Temos uma equipe reduzida, mas que é bastante dedicada, o que me traz segurança nos momentos que me ausento para servir a seleção. Aqui trabalhamos com atletas profissionais, o nível é outro, a cobrança é diferente. Pode não parecer, mas trabalhar com a base é mais complexo, e uma experiência complementa a outra.