Novo trabalho destaca importância dos analistas de desempenho

Publicado em: 14/11/2017 10:45
Grupo de analistas de desempenho da Superliga masculina e feminina (Créditos: Divulgação/CBV)

Na temporada 2017/2018, a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) atendeu a um pedido que vinha sendo feito pelos clubes em temporadas anteriores e, para esta edição da Superliga masculina e feminina de vôlei, contratou o serviço do sistema DataProject. Com isso, os analistas de desempenho dos clubes participantes ganharam importância e destaques ainda maiores, já que são os próprios a subirem as estatísticas finais de cada partida no site da entidade.

Dos 24 clubes, sendo 12 em cada naipe, apenas o Sesc RJ feminino não usa o DataVolley, ferramenta utilizada por todos os demais participantes. A partir da novidade implementada na Superliga, todos os outros adotaram, então, o mesmo critério de avaliação para que o resultado final, que pode ser visto por jornalistas, torcedores e pelos próprios adversários, no site da CBV, seja padronizado.

Segundo Thiago José Silva, analista de desempenho do Sada Cruzeiro, o trabalho até aumentou, mas o retorno tem sito satisfatório. 

“Tivemos um pouquinho mais de trabalho porque tem partes do programa que não mexíamos, é preciso que todos se dediquem um pouquinho mais e isso é algo extremamente positivo. Com um pouco mais de responsabilidade, veio uma maior exposição. Isso mostra que a nossa função tem crescido e se tornado fundamental”, disse Thiaguinho.

O analista de desempenho do atual campeão da Superliga ainda chamou atenção para o valor dado a função. “Tudo está sendo voltado para a estatística que nós estamos fazendo e alguns clubes que não davam tanta importância para a nossa função tiveram que mudar o pensamento, viram que é preciso fazer um investimento e que temos uma ferramenta que pode e deve ser muito utilizada, fazendo a diferença em muitos momentos”, afirmou Thiago José Silva.

Para o analista de desempenho do EMS Taubaté Funvic, Alexandre Leal, a função repassada aos clubes serviu para reforçar a importância da função.

“No início fiquei um pouco apreensivo, já que a nossa responsabilidade com a CT é muito grande em levar a informação de maneira mais precisa e em menor tempo possível. Mas, depois de ver como funcionava o método de Upload do Scout ao final da partida, vi que não atrapalha em nada nosso trabalho. E se é para melhorar o padrão das avaliações da competição, acho muito legal poder contribuir já que essa responsabilidade foi depositada em todos nós”, disse Alê.

Responsável pelo trabalho no time feminino do Sesi-SP durante a Superliga e também profissional da seleção brasileira masculina, Henrique Modenesi, segue a mesma linha de raciocínio. “Isso evidencia o trabalho do analista e uniformiza o critério de análise das equipes. É uma responsabilidade que foi dada a um profissional que já tem bastante trabalho para executar e o trabalho e as análises são utilizados por todos. Isso faz com que seja necessário um trabalho bem criterioso e sem erros”, comentou Modenesi.

Analista de desempenho do Hinode Barueri (SP), Fábio Simplício, que também trabalha na seleção brasileira feminina, destacou o atual reconhecimento do profissional. “Os números dessa temporada estão sendo fornecidos pelos analistas de desempenho de cada equipe, profissionais que vivenciam o dia a dia dos clubes. Essa é uma forma de reconhecimento por todo o nosso trabalho, que sempre foi feito para os clubes e é de grande valia antes, durante e após as partidas com informações técnicas e táticas para cada atleta e equipe em geral”, disse Fabinho, que complementou:

“Estamos com algumas dificuldades no envio das informações online, pois não tivemos muito tempo para testes e ajustes nos ginásios. Hoje temos a incumbência de enviar os dados após os jogos, o que é simples e não atrapalha o nosso trabalho. Estamos trabalhando forte junto com os clubes, a CBV e os supervisores para que a excelência do trabalho de cada um de nós se estenda para as transmissões desses dados e que a função do analista de desempenho seja devidamente reconhecida e valorizada”, concluiu Fábio Simplício.

O Banco do Brasil é o patrocinador oficial do vôlei brasileiro